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Rovers envolvem vimaranenses no espírito

Depois de um despertar ao som de precursão os caminheiros/companheiros e rutas em campo apressaram-se a fazer a descida do Monte da Penha até ao centro histórico de Guimarães para explorar todos os pontos de atividade que estavam à sua disposição. O Desafio de hoje, dia 8, era o de comunicar ao outro o Homem Novo em que cada um se tem vindo a transformar ao longo da atividade. Era simples, tinham apenas de se envolver com a comunidade, descobrindo-se. Cada esquina do centro da cidade tinha um desafio e, cada praça, uma proposta para os rovers, que fizeram questão de aproveitar ao máximo aquilo que a cidade tinha para lhes oferecer. Se no Castelo a proposta era a “Descoberta”, no Paço dos Duques procurava-se o “movimento” e a “Renovação” estava no Largo da Oliveira e Praça de Santiago. A Câmara Municipal, Largo dos Laranjais e Largo do Carmo eram pontos de construção “Lego” e a Plataforma das Artes apelava à “Criatividade” de todos. O “reencontro” de todos os rovers estava marcado para as 18 horas. Fazendo uso de uma pontualidade quase britânica, às 18 horas e 1 minuto deu-se início ao muito aguardado flash mob que envolveu os mais de 1000 elementos no Largo do Toural, com uma atenta plateia vimaranense a ladear o espaço central. Com uma subida de 1700 metros até ao Penha Centro Escutista através de teleférico, superando os 400 metros de altitude em escassos minutos, os rovers regressaram a campo para preparar o fogo de conselho geral. O facto de ser a última noite em campo e do cansaço ser resultado de imensos quilómetros percorridos, não fez esmorecer a animação do fogo de conselho. Fez-se de muita música e dinâmicas – faladas e cantadas em português e espanhol –, simbolismo do ânimo e união que cada rover encerra em si durante esta atividade.
09 de Agosto de 2015

Penha à pinha

1200 Rovers de 49 Desafios chegaram esta sexta-feira, 7 de agosto, ao Penha Centro Escutista. Depois de três dias em atividade por diferentes localidades entre Portugal e Espanha milhares de caminheiros chegam a Guimarães com a mochila cheia de histórias para contar. As expectativas eram elevadas. Será que os desafios estiveram à altura? A Joana, o João e a Helena dizem que sim. “Estes últimos três dias foram uma experiência inesquecível! Cheguei aqui com muitas expectativas mas sem saber muito bem como iria ser, se me iria integrar bem… mas, no nosso Desafio, a Tua Linha, correu tudo muito bem! Criámos laços muito fortes de amizade e acabou por ser fantástico”, explicou Joana Sousa, Agr. 1251. “Ao longo do Desafio a evolução das pessoas dentro do clã foi notória e quando chegamos ao fim olhámos para cada um e, agora, vemos um amigo. Tanto portugueses como espanhóis estiveram num grupo de amigos onde não se sentiram diferenças e a língua não nos conseguiu separar tanto como eu achava que iria separar”, João Rodrigues, Agr.603. “Muito bom! Excelentes experiências e grandes companheiros! Todos os dias foram fantásticos”, Helena Jurio, Baracea, Navarra Apesar do cansaço a alegria de chegar, o sentimento de missão cumprida e a amizade transpareciam. Foram muitos os abraços à chegada e, em alguns casos, a emoção falou mais alto. A língua não foi barreira, portugueses e espanhóis uniram-se num mesclado de cor e desafio. Houve mesmo quem fosse ainda mais longe do que o que era pretendido! Os rovers do projeto “Da serra do Gerês a Póvoa de Lanhoso” tinham programado vir de autocarro da Póvoa de Lanhoso para o Monte da Penha mas, nem o cansaço de dois dias a caminhar, os impediu de dizer não ao autocarro programado e percorrer os últimos 20 km que ligam a Póvoa de Lanhoso ao Monte da Penha a pé! Para amenizar a caminhada o grupo de rovers entoava cânticos de motivação que se destacavam na multidão. “Vimos do Gerês. Caminhávamos mais de um mês. Quebramos todas as leis e andamos até Guimarães. Autocarros são para princesas! Não nos assistem fraquezas Aconteça o que acontecer Andamos até morrer. Sempre! Juntos!” Se alguns dispensaram o autocarro e caminharam 20 km extra, outros chegaram a campo um pouco menos motivados. Os participantes do projeto “Encontra-te na Montanha” chegaram ao Penha Centro Escutista depois de terem enfrentado alguma má disposição alimentar. Embora fragilizados fisicamente, os rovers deste Desafio estavam com o espírito cheio e a boa disposição, ainda assim, imperava. Apesar de três cansativos dias de Desafios os participantes conseguiram encher o campo de som, cor e animação. A Penha ganhou vida! Os fogos de conselho dos sub-campos foram-se acendendo e as peripécias dos Desafios tiveram, ao redor da fogueira, o seu palco privilegiado. Muitas dinâmicas, jogos e músicas ocuparam a noite no Monte da Penha e nem mesmo o cansaço impediu os sub-campos de festejarem. Enquanto a cidade de Guimarães se prepara para receber os 1200 rovers o Penha Centro Escutista adormece depois de três dias de intensos Desafios.
08 de Agosto de 2015

Não dá para ficar sossegado!

Enquanto o Penha Centro Escutista de Guimarães lima as últimas arestas – ou coloca as últimas estacas e espias -, para receber os mais de mil caminheiros e rutas que nos últimos dias têm vivido os Desafios que escolheram para este Rover Ibérico, as populações onde se desenrolam as atividades recebem de braços abertos os elementos do CNE e do MSC. Bem perto do Centro Escutista de Guimarães a equipa de comunicação do Rover Ibérico encontrou os Desafios Entre Castros, Plataforma Madre Teresa e ainda o Voluntariado Hospitalar, desenvolvido no Centro Hospitalar do Alto Ave. Desafios mais direcionados para o contacto com a população e para o conhecimento da história, que enchem os caminheiros e rutas de ânimo para os próximos passos a dar em direção a Guimarães, local onde convergirão todos os Desafios. O Presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, que também marcará presença no encerramento da atividade, recebeu a Equipa Projeto do Rover Ibérico, numa tarde de muita animação entre os caminheiros e rutas que se encontram dispersos pela cidade. “É um enorme prazer e privilégio receber em Guimarães uma atividade desta dimensão. Não há utopia sem sonho e é isso que estes jovens estão a fazer, a sonhar”, afirmou Domingos Bragança. Com a mochila repleta de experiências e caminho percorrido nos últimos dias os caminheiros e rutas chegarão ao Centro Escutista de Guimarães amanhã, dia 07, ao final do dia onde terão oportunidade de cimentar os laços criados durante os Desafios e continuar a sonhar com um mundo melhor.
07 de Agosto de 2015

Plataforma Madre Teresa

O Desafio “Plataforma Madre Teresa” surgiu a partir de um projeto piloto que o Núcleo de Guimarães está a desenvolver com a CERCIGUI (Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados do Concelho de Guimarães) desde 2012. Os 17 caminheiros que integram o desafio foram convidados a trabalhar a temática da inclusão num modelo de atividade em movimento. “Temos um projeto piloto no Núcleo de Guimarães com a CERCIGUI desde 2012 onde desenvolvemos e interagimos com jovens deficientes. Quando surgiu esta ideia do Rover pensamos que o desafio da inclusão seria uma excelente oportunidade. Desenvolvemos a estrutura da atividade e chegámos a esta dinâmica”, pormenorizou Agostinho coordenador do desafio. Durante este Desafio, que se desenvolve entre Vizela e Guimarães, os participantes já passaram pelas instalações da CERCIGUI, pela comunidade local e vão também estar presentes no Centro Juvenil de São José. Foi também uma preocupação do Desafio integrar na organização da atividade jovens destas instituições no sentido de conseguirem experienciarem ao máximo a temática da integração. “A ideia inicial é passar a mensagem de que a sociedade é para todos”, rematou Agostinho. Durante o dia, na localidade de Pevidem, estiveram presentes pessoas da comunidade assim como idosos dos lares circundantes. António Ribeiro habitante local aproveitou o momento para usufruir, acompanhado pela sua esposa, da animação que o Desafio estava a proporcionar aos transeuntes. Música tradicional, largada de balões e até uma aula de zumba foram apenas alguns dos momentos que marcaram a tarde. “Estamos aqui desde as 15h30 e a gostar muito. Eram 10h30 e vi aqui a montarem as coisas, disseram que havia festa e nós viemos. Nós queremos mais iniciativas destas!”, exclamou António corroborado pela sua mulher. O intercâmbio intergeracional tem sido uma mais-valia tanto para participantes como para locais como explicou António Ribeiro. “Os jovens ensinam-nos muitas coisas mas nós também ainda temos muitas coisas a ensinar. As pessoas mais idosas precisam de coisas destas. Pevidem é animado mas por exemplo em Trás-os-Montes as pessoas como nós estão muito mais sozinhas”. “O nosso desafio passa por fazer companhia, divertir e dar uma experiência diferente a pessoas com alguma deficiência. Fazê-los sentir um pouco mais próximos de nós e proporcionar-lhes uma experiência diferente. Estamos a aprender muito com eles e é uma pena que às vezes seja pouco valorizado. Esta é uma área que ainda tem muito a crescer no escutismo”, explicou Afonso Braz Agr. 52, Santarém.
07 de Agosto de 2015

Entre Castros

Fazer uma viagem no tempo através da exploração de um Castro, que vem a ser recuperado há mais de um século, é o Desafio que 17 caminheiros/rutas abraçam neste Rover Ibérico. Durante o trabalho na Citânia de Briteiros, um sítio arqueológico da Idade do Ferro, os caminheiros tiveram oportunidade de estreitar laços com a comunidade e conhecer os colaboradores da citânia e os turistas que por lá passavam. “Foi muito engraçado, tínhamos - por exemplo – cozinha selvagem para fazer e os turistas estavam impressionados com o que íamos fazendo, chegaram a vir almoçar connosco. Isso é muito importante porque o impacto que o escutismo deixa é muito significativo”, afirmou João Fernandes, coordenador do Desafio. Também a freguesia de Ponte beneficiou da passagem dos caminheiros. A limpeza de espaços da freguesia e da loja social que está à disposição de todos aproximou os participantes do Desafio da população que os acolhe durante estes dias. “A recetividade às nossas atividades foi tal que, no final do trabalho, nos preparam um lanche e nos encheram de mimos”, confidenciou João. Andrea, do Grupo Impeesa – Federação de Escutismo Catalã -, confessou ter escolhido um Desafio com base arqueológica movida pela curiosidade de conhecer tudo o que existiu antes da sua existência. “O Rover Ibérico não é só a passagem por aqui, aprendi imenso desde que cheguei, não é mais uma atividade é uma atividade inesquecível”, disse Andrea. De partida para um raide que os levará até Guimarães, local de encontro para todos os participantes do Rover Ibérico, os caminheiros aproveitaram os últimos momentos em Ponte para estreitar laços através de um jogo de confiança, carregando as baterias para os quilómetros que se avizinhavam. “Tenho a certeza que vai tudo terminar em beleza”, afirmava, confiante antes da partida, João do Agr. 95 – Maia. A confiança e certeza do dever cumprido estava também do lado dos dirigentes que acompanham a caminhada dos elementos durante este Rover. “Estão a transformar o mundo para melhor e essa ideia está muito vincada. Não só eles têm consciência disso como a população se sente grata pela presença deles aqui, é maravilhoso”, terminou João Fernandes. No final do raide os caminheiros irão reunir-se com todos os participantes que estão a viver Desafios: desde a linha do Mondego até Santiago de Compostela, passando pelas Ilhas Cíes ou pela Figueira da Foz.
07 de Agosto de 2015

Voluntariado Hospitalar: caminheiros arrancam sorrisos

Vinte caminheiros estiveram esta quinta-feira, 6 de agosto, a distribuir sorrisos no Centro Hospitalar do Alto Ave, Guimarães, sob o mote “Oliveira a Sorrir”. O principal objetivo da atividade era trabalhar com as crianças a forma como estas encaram o hospital, o médico, o internamento, etc. Mas, naturalmente, a interação foi muito mais abrangente acabando por tocar familiares, profissionais e outros doentes. Para realizar esta tarefa os caminheiros contaram ainda com o apoio de atores caracterizados de palhaços. Os caminheiros foram recebidos pela enfermeira adjunta da enfermeira diretora, Conceição Silva, que lhes fez um pequeno breafing sobre quais os cuidados a ter na visita aos serviços do hospital e como interagir com os doentes. “Quando recebi os caminheiros alertei-os para algumas situações de maior fragilidade humana nomeadamente nos serviços de oncologia em que a doença em si acarreta consigo um estigma relativamente ao prognóstico e que está muitas vezes associado à ideia de morte. Esta ideia de morte acompanha muitos doentes desde que a doença aparece e isto influencia muito o humor destes doentes. Os caminheiros foram aconselhados a aproximarem-se de uma forma serena mas rapidamente todos se ambientaram”, explicou Conceição Silva. O voluntariado hospitalar foi encarado, até pelos próprios organizadores, como sendo uma temática sensível. Augusta Silva do Agr. 366 de Brito, coordenadora do desafio, confessou algum receio relativamente ao sucesso da iniciativa por causa do formato do próprio Rover Ibérico formato este em que os caminheiros não se conhecem antes da atividade. “No início estava com um pouco de receio porque como os caminheiros não se conheciam estavam um pouco parados. Como é que iam fazer animação se eles próprios não fossem animados? Aos poucos e com os dois atores, que também foram escuteiros, os caminheiros foram orientados e conseguimos, está a correr muito bem”, valorizou Augusta. Conceição Silva sublinhou a reciprocidade de benefícios na interação entre doentes e caminheiros. “Acho que esta convivência tem um efeito muito positivo para os doentes porque estão isolados do exterior. Os jovens trazem um ar mais fresco e alegria. As crianças adoraram! A aproximação ao outro, mesmo não sendo profissional, pode trazer elevada satisfação pelo reconhecimento, pela gratidão e pelos sorrisos com que são presenteados. Porque dar também é receber, julgo que esta experiência já serviu para pelo menos sentirem isso”. Duarte Mendes do Agr. 697 de Rossio ao Sul do Tejo, participante da atividade, apesar dos receios iniciais faz um saldo bastante positivo da atividade.”Faço um balanço bastante positivo. Os escuteiros devem dar o exemplo, a saber servir o próximo, a dar uma palavra amiga, porque as pessoas precisam disso. Eu nem sequer queria vir para este desafio porque, confesso, estava com receio de não conseguir dar aquele bocadinho de mim. Será que vou conseguir fazer com que aqueles miúdos sorriam? Será que eu vou fazer da melhor maneira? Mas essas dúvidas rapidamente desapareceram”, afirmou. Esta atividade, desenvolvida pelo CNE, foi inédita no Hospital de Guimarães mas a vontade de continuar a arrancar sorrisos é muita. Assim sendo, ficou em cima da mesa uma possível reação em cadeia com a possibilidade de se desenvolverem mais iniciativas deste cariz no Hospital de Guimarães. “É a primeira vez que existe uma atividade do CNE no hospital. Nós quando recebemos a ideia pensamos logo em dar continuidade pela mensagem positiva que traz aos nossos doentes. E se for mantida julgo que vai ser uma mais-valia para os nossos utentes”, contextualizou Conceição Silva.
07 de Agosto de 2015

Eu desafio-me! Nós desafiamo-nos!

O Penha Centro Escutista de Guimarães também aceitou o desafio do Rover Ibérico e está a preparar-se para receber os cerca de 1200 participantes. Está a ser montada a infraestrutura e organizada a logística necessária para que nos próximos dias centenas de caminheiros e rutas cubram de vermelho o monte da Penha. A própria cidade de Guimarães está a ficar pronta para acolher no próximo sábado dezenas de barraquinhas que vão trazer um colorido diferente ao centro histórico. Mas, enquanto na cidade berço se ultimam preparativos, os 49 desafios estão a fazer acontecer em diferentes localidades de Portugal e Espanha. Depois da abertura na cidade do Porto os caminheiros e rutas partiram para se desafiarem, partiram para descobrirem, por exemplo, que se ainda não fizeram isto ou aquilo ainda não são caminheiros! A Serra do Gerês e a área circundante é uma excelente tela para se pintar a história de um Desafio do Rover Ibérico. A equipa de comunicação do Rover Ibérico esteve com alguns participantes que estavam a desenvolver os seus Desafios na Serra do Gerês, perto do São Bento da Porta Aberta, e na Póvoa de Lanhoso. Os desafios da montanha para uns e as aventuras na água para outros traduzem-se em feedback positivo por parte dos participantes. Descobre mais sobre os desafios “Da serra do Gerês às terras de Lanhoso” e “Tesouros das Terras de Lanhoso”. As margens do rio Douro também foram cenário para Desafios do Rover Ibérico. Seja na vertente mais arqueológica ou na vertente vinícola foram muitos aqueles que vieram de longe para disfrutar das paisagens escarpadas das encostas progenitoras de um dos vinhos mais famosos do mundo, o vinho do Porto. Para estares a par dos últimos desenvolvimentos de dois projetos que estão a acontecer perto do Rio Douro lê os artigos da Flor de Lis Online: “Vem e aVYnha-te” e “Faz Ystória”. Muitos outros desafios estão acontecer e centenas de caminheiros e rutas estão continuamente a desafiar-se e a enfrentar medos e receios. A equipa de comunicação vai trazer-te mais novidades muito em breve.
06 de Agosto de 2015

Tesouros das Terras de Lanhoso

Depois de um dia de intenso calor na cidade invicta os 16 caminheiros/rutas rumaram até ao Gerês com sede de iniciar a vivência do desafio “Tesouros das Terras de Lanhoso”. Depois do acolhimento e motivação na primeira noite, nos próximos dias espera-os um Hike por montes e vales até à conquista do castelo de Lanhoso. Depois da conquista, do castelo, terão direito ao merecido jantar medieval e a uma festa digna de reis e rainhas. Para o quarto dia está reservada uma viagem no tempo, que lhes permitirá reviver os primeiros passos dados na criação da nacionalidade portuguesa, num Hike até à cidade Berço. Num primeiro dia de muito entusiasmo, a manhã, fez-se de um Hike que teve início em Merouço, uma aldeia típica, passando por uma oficina do Ouro, pelo Pontão e por Sobradelo da Goma. A tarde foi dedicada a atividades náuticas, com a canoagem no Rio Ave a encher as medidas dos caminheiros/rutas que escolheram este como o seu Desafio. Para além da presença de dois elementos espanhóis na tribo, também entre os portugueses há hábitos e pequenos traços culturais, a vários quilómetros de casa, que ainda fazem a diferença. Para Filipe Serrão, do Agr 581 – Vila Nova de Sto André - só há uma coisa que lhe causa mais estranheza do que o verde das paisagens: os palavrões que o povo nortenho usa com frequência. “Hoje durante o dia tivemos uma situação bastante engraçada com uma senhora que se cruzou connosco: perguntou-nos se eramos do Alentejo e, depois da nossa confirmação, soltou uns quantos palavrões de seguida. Lá em baixo (no Alentejo) não estou muito habituado a que as pessoas usem essas palavras com naturalidade, ainda estranho”, disse. Entusiasmado com a atividade e com os restantes caminheiros/rutas presentes no Desafio, Filipe está convicto que tudo correrá pelo melhor. “As pessoas são fantásticas, estou com as expectativas elevadíssimas. A paisagem é incrível e o desafio é isso mesmo: desafiante. Tenho a certeza que estas pessoas vão dar o seu melhor”, terminou Filipe.
06 de Agosto de 2015

Da serra do Gerês às terras de Lanhoso

Depois da abertura na cidade do Porto os 17 participantes acompanhados por uma equipa de staff rumaram à Serra do Gerês. Uma noite descansada foi a premissa para o começo do segundo dia que começou com um hike entre o Gerês e São Bento da Porta Aberta. A equipa de comunicação do Rover Ibérico foi encontrar os caminheiros e rutas em pleno hike perto de São Bento da Porta Aberta. Num dia de muito sol os participantes já estavam a rasgar as montanhas do Gerês desde as 9h00 da manhã. Caminhavam motivados com o intuito de alcançar o último ponto porque lhes tinham prometido um mergulho nas lagoas. O esforço era visível na cara dos participantes mas o sentimento de conquista era, sem qualquer margem de dúvida, superior. “Eu acho que a atividade até agora não teve um único ponto baixo. Temos sido imensamente mimados e comido muito bem. Está a ser tudo altamente, os caminhos são espetaculares”, destacou João Lourenço, Agr. 95 Maia. O Gerês foi o palco escolhido para o Desafio e para muitos este ainda é um local desconhecido. “O facto de conhecer mal o Gerês foi um dos objetivos que me trouxe aqui”, explicou João Lourenço. Relativamente à dificuldade do percurso João Lourenço reforçou que os obstáculos eram passíveis de serem superados porque a boa disposição impera e, claro está, não há melhor motivador num hike do que um bom ambiente entre caminheiros. “Não tem sido muito difícil porque estamos todos motivados. Não está cá ninguém do meu agrupamento, vim sozinho para aqui, mas desde ontem que começámos com as guitarradas e hoje já parece que nos conhecemos há muito tempo”, enfatizou João Lourenço.
06 de Agosto de 2015

Se ainda não fizeste isto, não és caminheiro!

Este Desafio desenrola-se entre a cidade do Porto e Guimarães passando pela Torreira. Dezoito caminheiros participantes divididos em três Tribos integram o desafio “Desafia-te, não és caminheiro se não fizeres isto!” acompanhados por uma equipa de animação de dois dirigentes e cinco caminheiros do Clã Académico de Castelo Branco. O Desafio começou num clima de amizade e uma quase imediata integração entre os participantes. Depois de uma breve abordagem da coordenação relativamente à dinâmica do sub-campo laranja as tribos partiram num jogo de reconhecimento pela cidade do Porto. Nas tarefas foi-lhes sugerido que recolhessem dados relevantes e/ou históricos de cada ponto e que tirassem fotografias dos locais por onde iam passando de forma a atestar a presença da tribo nos mesmos. Durante o jogo de cidade os caminheiros tiveram a oportunidade de passar por locais emblemáticos da cidade como os Aliados, a reitoria da Universidade do Porto, a livraria Lello, rua das Flores, Ponte D.Luiz, Sé, Ribeira entre outros. O jantar foi, como não podia deixar de ser, francesinha! Após o jantar, revelaram-se algumas atividades dos dias seguintes, com anúncio de saída para raid até à Torreira, Aveiro. No final da noite foi feita uma abordagem ao formato da atividade para que a temática em torno da qual gira o Desafio, o Homem Novo, fosse efetivamente vivida por todos. Entregaram uma check list de coisas que um caminheiro/companheiro não pode não fazer antes da Partida e estava lançada a primeira pedra do Desafio. O dia terminou com uma oportuna sessão de cinema acompanhada por pipocas. Nesta sessão foram visualizados os vídeos de apresentação individual dos participantes e ainda a história d’Homem que plantava árvores, relacionado com o imaginário do Desafio.
06 de Agosto de 2015

Vem e aVynha-te

Conhecer a cultura vinhateira do Douro, desde a produção até à prova final do “Néctar Divino” é o objetivo do desafio “Vem e aVYnha-te” que se desenrolará nos próximos dias com a participação de 18 caminheiros de Portugal e Espanha apoiados por cinco dirigentes do CNE e dois do Movimiento Scout Católico (MSC). A primeira paragem em Meda, seguiu-se à abertura da atividade na cidade do Porto. Para animar a viagem nada melhor do que um “Cocas” – como é conhecido o “Quanto Queres?” no norte do país -, para todos se ficarem a conhecer melhor. Colocadas as questões: “Quais são as tuas expectativas?”; “Qual o significado do teu boneco da LEGO?” e “Como te descreves numa palavra?” e chegados ao parque de campismo de Meda os participantes realizaram uma dinâmica que transformou cada um deles numa peça de lego para que pudessem, em sentido figurado e em tribo, fazer uma construção de LEGO humana, dando lugar a uma troca de lenços entre os participantes, representando o bocadinho que cada um dá de si aos outros. As expectativas dos participantes estão elevadas, principalmente no que diz respeito ao intercâmbio ibérico. “Espero passar uma boa semana e ter a oportunidade de criar ligações e laços com todos os participantes. Quero viver ao máximo esta semana e apreender com as experiências partilhadas pelos rutas do MSC”, afirmou Renata Pereira, do Agr. 309 Ceira. Nos próximos dias os caminheiros/rutas terão oportunidade de deixar a sua marca na “Região Demarcada do Douro”, aquela que é a mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo, lidando de perto com a produção vinícola da região, fazendo História no Património Arqueológico do Vale do Douro.
06 de Agosto de 2015

Faz Ystória

O Desafio “Faz Ystória” gira em torno das escavações arqueológicas que revelaram a existência de Balneários Romanos no concelho de Meda na região vitivinícola do Douro. Para fazer história o Desafio conta com 18 caminheiros de Portugal e Espanha apoiados por cinco dirigentes do CNE e dois do Movimiento Scout Católico (MSC). Depois da abertura na cidade do Porto os participantes arrancaram rumo a Meda e durante a viagem em conjunto com participantes de outros desafios jogaram aos “Quanto Queres?” ou “Cocas”, como se diz no norte de Portugal. Neste Quanto Queres?” poderia sair uma de três perguntas a que o caminheiro/ruta teria que responder. E as perguntas foram – Quais são as tuas expectativas? – O significado do teu boneco da LEGO? – Como te descreves numa palavra? Esta dinâmica foi uma excelente oportunidade para os caminheiros se conhecerem melhor uns aos outros. Chegados ao parque de campismo em Meda os participantes realizaram uma dinâmica em que cada um era uma peça de lego e em tribo tinham que formar uma construção de LEGO humana, havendo uma troca de lenços entre os participantes para representar o bocadinho que cada um dá de si aos outros. Nos próximos dias os participantes do desafio Faz Ystória vão andar pelas terras e vinhas do concelho de Meda a conhecer um pouco mais a história destas terras e a aprenderem mais sobre arqueologia, com a visita a campos arqueológicos e observação de trabalhos de campo nesta área. A arqueologia foi, para alguns participantes, um fator decisivo na escolha do Desafio. “Escolhi este desafio porque quero conhecer mais sobre a arqueologia em Portugal e perceber como se trabalha nesta área. Espero também conhecer diferentes realidades escutistas devido ao intercâmbio com os rutas”, explicou Ana Fonseca, Agr. 10 Cedofeita – Região do Porto. O intercâmbio cultural e a troca de experiências foram fatores salientados pelos participantes. “Estou com muita expectativa porque em Espanha o nosso movimento não é tão grande e dinâmico como o vosso e quero conhecer e perceber como vocês funcionam. Até ao momento tenho gostado muito, principalmente da vossa gastronomia”, sublinhou Pablo Pasoal, Grupo de Scouts de Barecea – Pamplona.
06 de Agosto de 2015

Rover Ibérico. Do Porto para o mundo!

Cerca de 1300 caminheiros invadiram esta quarta-feira, 4 de agosto, as ruas da Invicta. Estava, 30 anos depois da última edição, dado o mote para o início da terceira edição do Rover Ibérico. Eram 10h00 quando os primeiros caminheiros do CNE e rutas do Movimiento Scout Católico (MSC) começaram a chegar à histórica estação de São Bento numa quente e solarenga manhã portuense. O check-in deu os primeiros passos dentro da estação de São Bento e continuou pela Avenida dos Aliados. Eram muitos aqueles que procuravam uma sombra para descansar e preparar os materiais pedidos na construção do Rover. A abertura oficial da atividade estava guardada para as 15h00 junto à Sé do Porto. Um palco em estilo 360º emoldurou a praça à porta do Paço Episcopal da Diocese do Porto. Os caminheiros presentes aproveitaram o momento e, como verdadeiros escuteiros que são, rapidamente fizeram ecoar gritos e músicas escutistas envolvendo todos os presentes. Para surpresa de todos surgiu por entre a multidão uma versão gigante do famoso lego man que, num colorido de cartões orgulhosamente ostentados pelos participantes, subiu ao palco exibindo assim a sua imponente presença em modo 360º. O rastilho do Rover Ibérico ateado muitos meses antes estava agora prestes a detonar a bomba vermelha. A cerimónia de abertura continuou com os discursos encorajadores do Chefe de Campo e coordenador do CNE Vítor Borges, da Coordenadora da Equipa Nacional dos Caminheiros e Companheiros, Catarina Inverno, e do Coordenador do MSC, Ignacio Porto. O Chefe Nacional do CNE, Norberto Correia, aproveitou o momento para sublinhar a importância das atividades escutistas na vida de cada jovem. “Cada atividade de escuteiros é sempre uma oportunidade de crescimento e esta não é uma atividade qualquer porque aqui eles põem em prática o que sonharam. Esta será uma atividade que os vai marcar para a vida toda”, explicou o Chefe Nacional. Diretor Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e da Juventude, Manuel Dias Barros, fez questão também de marcar presença na cerimónia de abertura do Rover Ibérico e de expressar o seu sentimento para com a comunidade escutista. “A minha primeira sensação é de pertença porque eu também sou escuteiro. Não sou escuteiro ativo mas nunca se deixa de ser escuteiro. A moldura humana é uma grande alegria para mim por saber que há jovens que ainda têm este ideal. Espero que nunca percam este sentimento de humanidade, de solidariedade, partilha e entrega ao outro, aquilo que se aprende aqui no escutismo! Desejo, sinceramente que perdure por muito tempo”, contextualizou. Centenas de caminheiros partiram esta terça-feira, 4 de agosto, em direção aos mais de 49 desafios que vão decorrer a norte do rio Mondego, Portugal, e em regiões fronteiriças Espanholas.
05 de Agosto de 2015

A duas semanas do Rover Ibérico / A dos semanas del Rover Ibérico

Olá a todos os que aceitaram o desafio de participar no 3º Rover Ibérico, uma organização conjunta do CNE/MSC, Faltam precisamente duas semanas para começar a fase presencial da aventura, como tal, gostaria de vos dar as boas-vindas desde já e de vos informar algumas questões práticas sobre os dias que viveremos juntos. Como é do conhecimento geral, o Rover terá início no Porto: De acordo com o que já foi difundido, haverá possibilidade de pernoitar no Porto na véspera do início do Rover. Para isso, precisamos de saber, o quanto antes, quem pretende esse apoio, através de envio de e-mail para roveriberico2015@escutismo.pt. A data limite é 26 de julho. Depois dessa data, não poderemos aceitar mais pedidos. O check in será na Estação de São Bento das 10h às 13h00. Entretanto seguirá mais informação de pré-check in mas informo já que este será feito por tribo, em 6 «balcões» correspondentes aos encontros regionais nos quais participaram. Aguarda pelos detalhes. No local do check in, terão oportunidade de tomar contato com os elementos das três tribos do CNE e MSC  que desenvolveram as atividades de serviço mais votadas. Após perceberem melhor com se desenrolaram irão votar nas que consideram melhores de cada associação. Após o check in, individualmente, irão colocar as vossas mochilas em locais separados por Desafio, nas proximidades da Estação de São Bento e de acordo com as indicações dadas. A Cerimónia de Abertura terá lugar na Sé do Porto, onde devem estar todos concentrados às 14h30. Após a cerimónia, por Desafio, recolherão as mochilas e seguirão para os transportes que vos levarão para os locais respetivos, de acordo as indicações dos responsáveis dos Desafios.   Transportados por desafios, chegarão ao Campo do Rover Ibérico na Penha Centro Escutista de Guimarães, no final da tarde de 6º feira (7 de agosto), onde ficarão distribuídos por 9 Subcampos (Cinza escuro, Cinza claro, Castanho, Amarelo, Azul, Verde, Branco, Laranja e Vermelho). Os responsáveis dos Desafios já devem estar em contato convosco e os Chefes de Subcampo também o irão fazer! O último dia do Rover Ibérico será no domingo (9 de agosto) no qual teremos a eucaristia às 10h30, após o que terminará esta grande atividade. O almoço deste dia será de saco. Chegaremos ao final de uma longa caminhada para todos! Desde as atividades de Serviço, à preparação dos Desafios, à coordenação e preparação do Rover, temos despendido muitas horas para que este 3º Rover Ibérico seja um sucesso. O sucesso desta aventura depende do empenho, espírito e atitude de todos! Estou certo de que damos e daremos o melhor de nós. Desejo que a atividade seja um grande momento das nossas vidas escutistas. Depois de teres aceitado o DESAFIO, vive agora esta atividade de forma intensa! TRANSFORMA e deixa-te TRANSFORMAR! Forte canhota, Vítor Borges Chefe de Campo do 3º Rover Ibérico   Hola a todos los que habéis aceptado el  desafío de participar en este tercer Rover Ibérico, en organización conjunta de CNE y MSC, Faltan dos semanas para comenzar la aventura y me gustaría daros la bienvenida y dejaros algunas informaciones prácticas sobre los días que vamos a vivir juntos.   Como ya sabéis todos, el Rover comenzará en Oporto: Existe la posibilidad de dormir allí la noche anterior al inicio del Rover, para ello, necesitamos que los queráis hacerlo nos lo digáis a través del e-mail: roveriberico2015@escutismo.pt. La fecha límite es el 26 de julio. Después de esa fecha, no podemos aceptar más solicitudes. El check in se hará en la Estación de Sao Bento desde las 10 h hasta las 13:00 horas. También habrá más informaciones del pre-chek que se hará por tribus/proyectos en 6 mesas. En el check in, tendrá la oportunidad de entrar en contacto con los elementos de las tres tribus de la CNE y MSC han desarrollado actividades de servicios más votadas. Después de darse cuenta mejor con desplegada votará en la consideración de lo mejor de cada asociación. Después del check in iréis a dejar vuestras mochilas en locales separados por desafíos en lugares cercanos a la estación de Sao Bento y de acuerdo con las indicaciones dadas. La ceremonia de apertura será en la catedral de Oporto a las 14:30 horas. Después de la ceremonia, por desafíos recogeréis las mochilas y os iréis a los transportes que os llevarán a los locales correspondientes, de acuerdo con las indicaciones de los responsables de los Desafíos.   Viajando por desafíos, llegarán al campamento del Rover Ibérico en Penha centro scout de Guimaraes al final del viernes por la tarde (el 7 de agosto) donde estarán distribuidos en 9 subcampos (gris oscuro, gris claro, marrón, amarillo, azul, verde, blanco, naranja y rojo). Los responsables de los desafíos estarán en contacto con vosotros y los jefes del subcampos también. El último día del Rover Ibérico será el domingo 9 de agosto en el cual tendremos una eucaristía a las 10:30 horas. Cuando termine esta actividad será la hora de la comida. Este será el final de un largo camino para todos. Desde las actividades de servicio, la preparación de los desafíos, la coordinación y preparación del Rover, empleamos muchas horas para que este tercer Rover Ibérico sea todo un éxito. Este éxito depende del esfuerzo, espíritu y actitud de todos!    Deseo que sea un gran momento en nuestras vidas como scouts. Una vez que haya aceptado el reto, ahora vive esta actividad intensamente! TRANSFORMA y deja TE TRANSFORMAR! Un fuerte abrazo Vitor Borges Jefe de Campamento del Tercer Rover Ibérico
22 de Julho de 2015

Desafia-te! Transforma-te! / Desafíate! Transformate! - Imaginário

“DESAFIA-TE!” é o mote do Rover Ibérico, em 2015.  DESAFIATE!, diríamos em castelhano.   O que não nos falta nos dias de hoje é desafio – a todo o momento nos pedem para lidarmos  com situações extremas, a todo o momento somos chamados a dar provas do que somos, do que  valemos, do que queremos fazer para marcar uma posição. Normalmente, para ultrapassar  ‘limites’. Os nossos, os dos outros, os que a nossa sociedade – ou o bom senso – nos impõem. Muitas vezes isso causa-nos alguma angústia. Combinada com a adrenalina do desconhecido que  iremos enfrentar, faz-nos tremer por dentro e por fora, e pensar “…não sei se sou capaz!...” “Sem medo”, diz-nos Rosana, a cantora espanhola, na música ‘Sin Miedo’: …”se queres ter as  estrelas busca o céu, não há sonhos impossíveis nem distantes, se formos como as crianças, sem  medo de loucura, sem medo de sorrir…”.  E este é o 1º desafio proposto: mudarmos sem medo o Nosso Mundo, a nossa casa, o espaço e  pessoas com quem vivemos diariamente - com uma Acção de Serviço em Tribo. Não há sonhos  impossíveis... Como?  Tendo em conta a ‘Regra dos 3 P: Pouco, Próximo e Possível’. Entenda-se, com isto, que o que nos  propomos fazer: - deverá ser ‘pouco’ de cada vez, porque queremos dar passos seguros e não apenas ‘dar nas  vistas’;  - deverá ser  ‘próximo’ de nós, o suficiente para tocar quem connosco se cruza no dia-a-dia,  porque o Dever do Escuta começa em Casa;  - deverá ser  ‘possível’ de executar agora, porque ir à Lua seria interessante mas, com certeza,  longe do nosso alcance imediato, e pouco mudaria este mundo - o daqueles a quem nos  queremos dedicar localmente. Assim, de forma simples como as crianças e como num jogo escutista, a nossa atividade em Tribo  poderá ser vista como uma construção em LEGO, onde as peças somos NÓS, cada um com três  peças/aspectos diferentes de Ser – consigo mesmo, com Deus, com os outros. Cada um de nós  tentando encaixar-se num projecto comum, adaptando-se e transformando-se numa construção  maior. Sem perder as suas características pessoais, de formato e cor. Criando ligações.  Reconhecendo formas de ser idênticas. Ou distintas, mas complementares. Desafia-te a fazeres  algo… … e criarás um ‘turbilhão de construção’, com tantas outras peças semelhantes a ti! E então será  de facto construído algo de concreto, um projecto em comum. Algo real e palpável. E aprendendo  que, sem os outros, não teríamos capacidade para tanto.  E que a Vida tem uma Teoria: que o que  interessa é a Prática! Mas está atento: irás aperceber-te que consegues transformar o mundo, mas, ao mesmo tempo,  esse Mundo irá transformar-TE a ti – pois quem participa como ‘peça’ de algo maior, muda de  perspectiva, de ‘capacidade de encaixe’; ficarás a entender melhor a importância das ligações  com outros; sairás do teu espaço de conforto e sentirás que recebes enquanto dás, aprendes o  conceito de novos limites de grupo, de igualdade, de complementaridade.  Porque, em Agosto, iremos ter a segunda parte do Rover, a grande reunião dos caminheiros, com  todos os que vêm de Portugal e os que vêm de Espanha. E nessa altura, será dada a oportunidade  a cada um – caminheiro/companheiro – de escolher um Desafio, o seu desafio pessoal, a ser  vivido com outros que o propõem e que partilham o mesmo interesse em ultrapassar o seu  próprio limite. E de sentir que há ‘outras peças’ de LEGO, agora diferentes, que na mesma se  encaixam e permitem outras construções fantásticas. Ao alcance de todos. E depois? Depois celebrar! Celebrar em conjunto as descobertas e o gosto de ‘ir mais longe’, e de  deixar construção feita. Viver e partilhar as vivências. E constatar o que mudou em nós. Quando as peças de LEGO se separarem de novo, os nossos três aspectos iniciais provavelmente  mudaram alguma característica, ou a cor, ou a forma… embora a sua essência como peça de  construção permaneça. Quando nos envolvemos assim numa construção em comum, raramente  ficamos na mesma. Porque voltamos mais ricos, diferentes em alguns aspectos, sem perdermos o  que somos, mas transformando-nos, aos poucos, com a construção de que fizemos parte.  Por isso, não tenhas medo e TRANSFORMA-TE!  …ou TRANSFÓRMATE!, diríamos em  castelhano… e “…o que está mal se irá tornando bom, e as ruas irão confundir-se com o Céu, e nós  seremos aves sobrevoando o chão, assim, sem medo...” Escrito para a Flor-de-Lis de Março de 2015
18 de Julho de 2015

Sin Miedo - Rosana - versão Rover Ibérico 2015

Já tens a tua melhor versão do vídeo da Rosana? Prepara, com a tua Tribo de Actividade de Serviço, a vossa interpretação em vídeo, mantendo a música e a letra, para o e-mail roveriberico2015@escutismo.pt até dia 24 de Julho de 2015. https://www.youtube.com/watch?v=tKiTgW8BBDI   Letra em Espanhol Sin miedo, lo malo se nos va volviendo bueno Las calles se confunden con el cielo Y nos hacemos aves, sobrevolando el suelo, así Sin miedo, si quieres las estrellas vuelco el cielo No hay sueños imposibles ni tan lejos Si somos como niños Sin miedo a la locura, sin miedo a sonreir Sin miedo sientes que la suerte está contigo Jugando con los duendes abrigándote el camino Haciendo a cada paso lo mejor de lo vivido Mejor vivir sin miedo Sin miedo, las olas se acarician con el fuego Si alzamos bien las yemas de los dedos Podemos de puntillas tocar el universo, sí Sin miedo, las manos se nos llenan de deseos Que no son imposibles ni están lejos Si somos como niños Sin miedo a la locura, sin miedo a sonreir Sin miedo sientes que la suerte está contigo... Lo malo se nos va volviendo bueno Si quieres las estrellas vuelco el cielo Sin miedo a la locura, sin miedo a sonreir Letra em Português Sem medo O mau que temos, vais tornando belo As ruas se confundem com o céu E nós fazemos de aves, sobrevoando a Terra, assim Sem medo Se queres as estrelas foca o céu Não há sonhos impossíveis nem tão cegos Se fores deixando Trilhos, Sem medo da loucura, sem medo de sorrir Sem medo sentes que a sorte está contigo Jogando com os teus dados e alinhando o teu caminho Vivendo a cada passo o melhor que tens vivido É melhor viver… sem medo! Sem medo, as ondas se iluminam com o teu fogo E se apontares as pontas dos teus dedos Consegues por magia Tocar o Universo, assim Sem medo As tuas mãos se enchem com desejos … que não são impossíveis nem tão cegos Se fores deixando Trilhos, Sem medo da ternura Sem medo de seres feliz! Sem medo sentes que a sorte está contigo Jogando com os teus dados e alinhando o teu caminho Vivendo a cada passo o melhor que tens vivido É melhor viver… sem medo! Se queres as estrelas foca o céu Sem medo da loucura, sem medo de sorrir Eu vou sem medo! Se for contigo O caminho desconhecido? Estou tranquilo O medo não me toca Sigamos em rota Sem medo de perder-me Agradecido por te ter … sem pensar no que vier! É que o tempo já não conta… já não conta! Já não! É melhor viver… sem medo! (x4) Sem medo sentes que a sorte está contigo Jogando com os teus dados e alinhando o teu caminho Vivendo a cada passo o melhor que tens vivido É melhor viver… sem medo! (x2)
14 de Julho de 2015